Incertezas marcam 2ª safra de milho e irão impactar safra 2018/2019

Os agentes do mercado de milho seguem atentos ao tamanho da segunda safra e os produtores se preparam para a safra verão 2018/2019. Segundo analistas, a paralisação dos caminhoneiros, a variação cambial e a extensão dos prejuízos da estiagem nas lavouras são os principais fatores de preocupação para perdas de produção no mercado doméstico do milho segunda safra.

A colheita recém começou e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a produção para baixo. De acordo com as últimas estimativas, o Brasil deverá produzir 58,2 milhões de toneladas de milho na segunda safra deste ano. Caso se confirme, representaria um tombo de 13,6% ante o recorde de 67,38 milhões de toneladas do ciclo anterior. O reflexo imediato seria a elevação do preço do cereal. A expectativa é de que o país colha em média, na safrinha, 5,029 toneladas por hectare, frente a 5,564 toneladas em 2016/2017.

Ainda de acordo com a Conab, a safra total de milho, considerando também a colheita de verão, já finalizada, deve alcançar 85 milhões de toneladas em 2017/2018, contra 97,84 milhões em 2016/2017. A projeção de exportação é de 32 milhões de toneladas, acima das quase 31 milhões do ano passado.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já divulgou os preços mínimos para as culturas de verão e regionais da safra 2018/2019. O milho apresenta uma variação de preços, de acordo com a região de produção, que vai de queda de 2,11% a alta de 19,86%. No entanto, questões como valores dos fretes e as incertezas no panorama político e econômico do Brasil podem ter grande influência, daqui em diante,  no planejamento feito pelos produtores.